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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

RESENHA: SE EU FICAR - GAYLE FORMAN





Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas. 







Se eu Ficar é um livro que toca profundamente o leitor. Independente de gostarmos ou não da história, é fato que a obra nos faz refletir sobre o destino e suas imprevisibilidades, sobre como um milésimo de segundo é capaz de mudar completamente o rumo de nossas vidas e daqueles que mais amamos. Ao falar de tragédias, de planos para o futuro perdidos em um acidente de carro, e da vida como ela realmente é: frágil e passageira, a autora nos faz mergulhar em uma história envolvente, profunda e extremamente emocionante. A trama gira em torno de pouco mais de um dia, contudo é justamente por isso que ela é tão comovente, por mostrar como cada minuto de nossas vidas é único e valioso.

Em uma manhã de neve, dia em que todos são liberados de suas obrigações, Mia sai com sua família para um passeio de carro que, infelizmente, acaba em tragédia. O acidente é abrupto e ocorre logo nas primeiras páginas do livro, depois disso temos então uma Mia perdida, que não sabe onde está e que, aos poucos, entre relatos diários e memórias do passado, vai assimilando sua triste realidade ao mesmo tempo em que relembra os momentos mais especiais de sua vida: o nascimento de seu irmão mais novo, o início de sua paixão pelo violoncelo e pela música clássica, como Adam – seu namorado – entrou em sua vida e roubou seu coração, e os planos que ela tinha para o futuro. Desta maneira, somos abocanhados pelo presente e pelo passado dessa jovem que está à beira do precipício, que está perdida entre a linha que separa a vida da morte; e acompanhá-la nessa jornada – em sua luta para tomar a decisão mais importante da sua vida e escolher em qual lado ficar – é, no mínimo, angustiante.


 De começo não consegui sentir a emoção implícita na narrativa. Os fatos pareciam distantes de mim e acredito que isso tenha ocorrido porque, da mesma forma que a Mia, eu estava perdida entre as incertezas da atual realidade da protagonista. Os primeiros capítulos parecem um pesadelo do qual Mia não acredita fazer parte, portanto é apenas quando ela se dá conta do quanto perdeu no acidente que eu finalmente compreendi a emoção dessa história. Não vou dizer que o livro é puramente emocional; não, não se trata de um drama escrito para deixar o leitor em lágrimas, contudo quando Mia fala das perdas do acidente, em um momento de profunda e verdadeira dor, confesso que chorei ao lado dela. Fora que o drama por trás da situação de Mia também é algo que comove, afinal o dilema da protagonista é abandonar a vida e a dor para sempre, ou aceitar o futuro e a dor que ele trará. A escolha pode parecer simples para alguns, mas ao lado dessa jovem percebemos o quão difícil essa decisão é, o quanto ela precisará ser forte para resolver se deve ir ou ficar.


"Não sei ao certo o que aconteceu comigo, e pela primeira vez no dia, não me importo nem um pouco. Não deveria me importar. Não deveria ter tentado tanto. Percebo agora que morrer é fácil. Viver é que é difícil."


A trama é rápida e fácil de se ler, do tipo de história que fluí e que faz o leitor ansiar pelas páginas finais. Outro ponto importante é que, indo além da tragédia, a autora aborda também os conflitos diários de um jovem adulto, dando voz ás dúvidas da protagonista que, por exemplo, tem medo de não ser aceita na universidade dos sonhos, não tem certeza a respeito do local ao qual pertence, e teme estar se distanciando do grande amor da sua vida. Também me surpreendi com a força da personagem principal, com o amor familiar descrito nessas páginas, e com a bela mensagem deixada pela autora. Além disso, me apaixonei por Adam e por sua banda de rock, e adorei a maneira como ele e Mia, dois jovens tão diferentes, se completam de uma forma única. Meu único erro foi ter lido o primeiro capítulo da continuação dessa história, se Se eu ficar acabou com meu coração, Para onde ela foi, sem dúvida, me deixará aos prantos. Não sei se estou preparada para essa continuação, mas ainda assim, estou ansiando por ela.



O livro Se eu ficar já foi publicado no Brasil, em 2009, pela Editora Rocco. O diferencial da nova edição, lançada pela Novo Conceito, é um trecho do segundo livro (bônus que, confesso, deixou meu coração em frangalhos) e entrevistas – realizadas pela autora Gayle Forman – com os atores que interpretam Mia e Adam nos cinemas.

Sim, o livro já ganhou uma adaptação cinematográfica! O longa-metragem estreiou em 22 de agosto nos EUA e em 4 de setembro no Brasil.


E eu ficar é o primeiro volume de uma duologia composta pelos livros: Se eu ficar e Para onde ela foi ( em breve farei a resenha)

E você qual seria sua escolha? 

Até a Proxima!!! Beijos!!!





terça-feira, 11 de novembro de 2014

Top 5 : Romances para se apaixonar


Olá pessoal, agora toda terça teremos aqui no blog um top 5 e pra começar vamos falar de romance, que nunca se emocionou com alguma história ou até mesmo desejou viver esta história? Até os homem já passaram por isso mais alguns, é claro, não dão o "braço a torcer" rsrsrs. Bom então vamos lá.

Quando falamos que gostamos de romances, as pessoas logo pensam naqueles livros de banca, bem água com açúcar que o pessoal costuma ler. Veja, não é bem assim. Você já parou para analisar que todos os últimos sucessos literários que permearam por aí, tem no romance ou boa parte da história ou o drama principal? Não importa se é um amor entre vampiro e humana, um relacionamento possessivo, o romance está presente em todas essas histórias.

1. Agora e Sempre, Judith McNaught

Em 1815, órfã e sozinha, a jovem americana Victoria Seaton atravessou o vasto oceano com destino à Inglaterra. Ao chegar surpreende-se diante da suntuosa propriedade de seu primo distante, o mal-afamado lorde Jason Fielding. Disputado pelas mais belas mulheres da alta sociedade, solteiras ou casadas, Jason era um mistério para Victoria. Confusa por sua postura arrogante e, ainda assim, atraída por seu arrasador poder de sedução, ela vislumbrou dolorosas lembranças nos profundos olhos verdes de Jason.







2. - Anna e o Beijo Francês, Stephanie Perkins

Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada. Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?





3.  Todo Ar que respiras, Judith McNaught

Dona de um restaurante em Chicago, Kate Donovan não poupa esforços para cumprir seus objetivos. Mitchell Wyatt é um empresário de personalidade indomável, herdeiro da expressiva fortuna da família Wyatt. Kate tentou resistir a Mitchell, mas foi em vão. A princípio, deram passagem à timidez, mas com o tempo se entregaram a um turbilhão de emoções novas e mágicas, diferente de todas as experiências que já haviam vivenciado. 







4. Simplesmente Ana, Marina Carvalho

Ana descobre que é filha do Rei da Krosvia. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex. Mudar-se para Krósvia pode ser tentador, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro. 





5. Orgulho e Preconceito, Jane Austen

Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, proto feminista. 







Bom e esse é o top 5 de hoje, espero que tenham gostado. Se você já leu fale qual mais mexeu com suas emoções e se ainda não leu qual gostaria de ler.

Até a próxima! Bjos!